Fala Cidadão
Prof Ortiz
No ultimo dia 06/02 entre o horário de 22h30mim e 23h15min, na estação de Caieiras na plataforma sentido São Paulo, fui testemunha de uma cena dantesca. Cerca de cinco ou seis seguranças da empresa que presta serviço queriam agredir fisicamente um usuário, e já o estavam agredindo verbalmente. Não sei se ele havia feito algum dado ao patrimônio da empresa, mas o discurso se centrava no fato de que ele se encontrava dormindo no chão ou no banco e ao ser abordado já havia sido agredido “segundo” ele na face numa atitude que a sua companheira disse não ser a mais correta a ser tomada. Havia a sua companheira e uma criança de no máximo de um ano e alguns meses alem de outro casal que o acompanhavam, todos vestidos de forma humilde. A esposa pediu ao segurança que não fizesse mais isso, pois não era a melhor forma de agir com as pessoas. O usuário agredido começou com uma discussão verbal com os seguranças em tom intimidativo. Os seguranças o empurraram para fora do perímetro da plataforma. O usuário ficou impossibilitado de embarcar. Sua companheira juntamente com o filho foi “gentilmente” convidada a ficar na plataforma e embarcar o que claro não aceitou. Novas formas de agressão verbais e intimidações aconteceram, mas o que mais me chamou a atenção foi às atitudes que testemunharei aos senhores a seguir.
Um dos seguranças por iniciativa própria disse que naquela plataforma não mais permitiria o embarque do usuário. Alguns dos seus companheiros ao lado interno da plataforma o chamavam de, “perdão pelo vocabulário”, corno, filho-da-puta, cachaceiro, mesmo este estando acompanhado do filho e da companheira. Como os dois lados estavam bastante exaltados o usuário também não poupou verbos e adjetivos a estes senhores, muito pouco treinados a lidar com pessoas. Num dado momento da discussão os seguranças foram de encontro ao usuário para lhe expulsar da estação. Quando o usuário se sentiu acuado me abraçou para poder se proteger o que permiti. Estes tentaram lhe agarrar e colocá-lo para fora. Sua esposa e filho também intervirão, além de um aluno meu que estava presente e ficamos todos acuados.
O responsável pela estação, acredito eu, saiu do setor administrativo e naquele momento se dirigiu na nossa direção e pediu para os seguranças pararem e para que isso acontecesse se projetou no meio do grupo. O usuário continuou impedido de embarcar e bastante nervoso ameaçava os seguranças, do mesmo modo que estes a ele, lembrando uniformizados, de posse de cassetete, e em quantidade no mínimo covarde.
Sou professor e usuário do sistema da CPTM há pelo menos quarenta anos. Percebi que as pessoas que prestavam serviço na plataforma naquele dado momento tinham muito pouco tato para lidar com público, haja vista, que é ele que sustenta este sistema, também já tive “caras e bocas”, quando pedi informações de outros da mesma empresa, porem em locais diferentes.
Não sei quais são as competências dos funcionários que prestam serviços de segurança aos senhores, porém estes naquele momento se mostraram incompetentes. Não falo só pelo que testemunhei, mas também como professor e lido com pessoas, sei reconhecer quando há ou não educação, o que estes senhores no mínimo não tem. Empresa assim não serve ao contrário denigre a imagem que especialmente o Governo do Estado quer colocar como um dos grandes feitos seus.
Só não fui a um batalhão da policia militar próximo para que eu registrasse uma ocorrência por ser tarde e eu ter que depender do Metrô e este estar perto do horário de fechamento. Mas uso este instrumento, que também será encaminhado à imprensa local e de alcance estadual, para demonstrar a minha indignação, seja para com o comportamento destes prestadores de “desserviço” seja pela gerencia da situação do responsável pela estação naquele momento que só prestou “assistência” quando viu que a situação já estava fora de controle e “por sorte” conseguiu controlá-la.
Mesmo assim procurarei me informar para registrar por via legal o fato, pois o sistema de segurança estava funcionando e deve ter as imagens registradas.
Atenciosamente
Professor Mestre – Carlos Eduardo Ortiz (usuário testemunha)
RG 13.446.4456-4 – [email protected]
Um dos seguranças por iniciativa própria disse que naquela plataforma não mais permitiria o embarque do usuário. Alguns dos seus companheiros ao lado interno da plataforma o chamavam de, “perdão pelo vocabulário”, corno, filho-da-puta, cachaceiro, mesmo este estando acompanhado do filho e da companheira. Como os dois lados estavam bastante exaltados o usuário também não poupou verbos e adjetivos a estes senhores, muito pouco treinados a lidar com pessoas. Num dado momento da discussão os seguranças foram de encontro ao usuário para lhe expulsar da estação. Quando o usuário se sentiu acuado me abraçou para poder se proteger o que permiti. Estes tentaram lhe agarrar e colocá-lo para fora. Sua esposa e filho também intervirão, além de um aluno meu que estava presente e ficamos todos acuados.
O responsável pela estação, acredito eu, saiu do setor administrativo e naquele momento se dirigiu na nossa direção e pediu para os seguranças pararem e para que isso acontecesse se projetou no meio do grupo. O usuário continuou impedido de embarcar e bastante nervoso ameaçava os seguranças, do mesmo modo que estes a ele, lembrando uniformizados, de posse de cassetete, e em quantidade no mínimo covarde.
Sou professor e usuário do sistema da CPTM há pelo menos quarenta anos. Percebi que as pessoas que prestavam serviço na plataforma naquele dado momento tinham muito pouco tato para lidar com público, haja vista, que é ele que sustenta este sistema, também já tive “caras e bocas”, quando pedi informações de outros da mesma empresa, porem em locais diferentes.
Não sei quais são as competências dos funcionários que prestam serviços de segurança aos senhores, porém estes naquele momento se mostraram incompetentes. Não falo só pelo que testemunhei, mas também como professor e lido com pessoas, sei reconhecer quando há ou não educação, o que estes senhores no mínimo não tem. Empresa assim não serve ao contrário denigre a imagem que especialmente o Governo do Estado quer colocar como um dos grandes feitos seus.
Só não fui a um batalhão da policia militar próximo para que eu registrasse uma ocorrência por ser tarde e eu ter que depender do Metrô e este estar perto do horário de fechamento. Mas uso este instrumento, que também será encaminhado à imprensa local e de alcance estadual, para demonstrar a minha indignação, seja para com o comportamento destes prestadores de “desserviço” seja pela gerencia da situação do responsável pela estação naquele momento que só prestou “assistência” quando viu que a situação já estava fora de controle e “por sorte” conseguiu controlá-la.
Mesmo assim procurarei me informar para registrar por via legal o fato, pois o sistema de segurança estava funcionando e deve ter as imagens registradas.
Atenciosamente
Professor Mestre – Carlos Eduardo Ortiz (usuário testemunha)
RG 13.446.4456-4 – [email protected]