Nosso Lado Invisível - Parte 3
Existem quatro funções da consciência pelas quais podemos tomar conhecimento das coisas, funções que podem ser cultivadas e contribuir para a compreensão de nós mesmos como entidades humanas e a compreensão da evolução da nossa natureza psíquica. Essas funções estão mencionadas na psicologia básica de Jung.
A primeira função da consciência é a sensação, um atributo dela que nos diz que algo é. Pelo processo de nossas faculdades sensoriais que registram impressões em nossa consciência objetiva, a sensação nos revela que algo existe. A sensação é apenas a constatação de que algo existe. Sem ela seríamos entidades que estaríamos vivendo em literal escuridão. Não teríamos qualquer consciência de que existem coisas exteriores a nós.
A segunda função da consciência é o pensamento. Ele é aquele atributo que nos diz o que certa coisa é. Em outras palavras, o pensamento nos permite dar nome à determinada coisa. Ele acrescenta um conceito à consciência, porque o pensamento é uma combinação de percepção e julgamento.
A terceira função da consciência é o sentimento. Ele é singular, distinto. Não podemos participar dos sentimentos de outra pessoa. A partir de suas ações, expressões e palavras, podemos saber que ela está sentindo-se feliz ou triste, mas não podemos vivenciar os seus sentimentos em nossa consciência. O sentimento é o atributo que nos possibilita atribuir valor às coisas. Permite saber se certo estado de percepção é agradável ou desagradável.
O sentimento nos faz julgar valores.
A quarta função da consciência é
mais complexa. Lembrando, a sensação nos revela que certa coisa
é. O pensamento nos diz o que tal coisa é. O sentimento nos revela
se tal coisa tem valor para nós, isto é, o seu valor. Essas três
funções, sensação, pensamento e sentimento, parecem
encerrar a experiência comum que temos através da consciência.
Porém, existe outra função muito importante da consciência,
a intuição que é a quarta função. Pela intuição
podemos atrair à nossa existência e percepção, conhecimento
que não poderia ser obtido pela sensação, pensamento, sentimento,
ou qualquer combinação deles. Ela, a intuição, freqüentemente
é comparável a um sexto sentido, além dos cinco que são,
visão, audição, tato, paladar e olfato. Se não fosse
a intuição, o homem seria o autômato que alguns biólogos
queriam nos fazer acreditar. Antes que a intuição se torne tão
comum como a sensação, o pensamento e o sentimento, o homem só
será três quartos de uma entidade inteligente completa, portanto
será incompleto. Finalizando, o ser humano atual pode expandir suas capacidades
plenas desenvolvendo a voz silente do seu eu interior, atributo conhecido como
intuição. O desenvolvimento dessa voz interior é para a
evolução do nosso “eu psíquico” conhecido como
sendo a mente da alma. Desse modo criamos possibilidades de termos acesso a
conhecimentos incomuns.