Autoconsciência - Parte 1
08/02/2006
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Cultura / Altino Olímpio
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Fonte: Altino Olímpio
O mundo de cada um começa a se formar num estado pueril
de tudo ver, ouvir e admirar mesmo sem nada ou quase nada compreender. Quando
criança, seus cinco sentidos convivem com as sensações
de tudo que a rodeia. Dispersa entre o que seus sentidos acusam, percebem, a
criança vive inserida, integrada com a natureza. Vivendo entre o que
ainda não conceituou igual como ainda não se conceituou, a criança
não se percebe destacada, ou melhor, não se percebe como ela sendo
ela, sendo diferente, distinta das coisas que se fazem sentir pelos seus sentidos
ainda tão imaturos. Inconsciente de si e de tudo fora de si, a criança
ainda não é autoconsciente. O bonito e o feio, o certo e o errado,
ainda não fazem parte de seu mundo.
Com o tempo a passar, a criança vai adquirindo conceitos. Distingue coisas e os nomes que as identificam, bem como pessoas e seus nomes. Daí, para se sentir como diferente e separada de tudo que a rodeia, inclusive pessoas, seu entendimento é mais rápido. Já se distingue como “eu” sendo ela e “você” sendo o outro. Eu sou eu e não sou isto ou aquilo nem aquele. Isto é meu e aquilo é seu. Eu brinco com isto e você brinca com aquilo. Nós brincamos juntos com isto. E assim, aparecem as identificações, interpretações e as comparações. Noções de bonito e feio, certo e errado, agradável e desagradável, e resumindo, são os opostos com os quais conviverá para sempre. Tudo isso entendido e a criança se compreendida como referência para a classificação e distinção das pessoas a sua volta com relação a ela, isso, comprova-lhe já ter adquirido a autoconsciência. Gradual e imperceptível, a autoconsciência aparece na criança sem ela se dar conta, embora mais raro, às vezes ela é súbita e a criança percebe como num despertar de um sonho. Não só se vê no mundo, mas, também como parte da imensidão. Avalia a sua descendência de seus pais, sua ligação íntima e familiar com seus irmãos e a intimidade gradualmente diminuindo entre os parentes, amigos e conhecidos. Tudo percebido pelo pensamento sem palavras, pois, elas como símbolos que são para conceituação ou compreensão intelectual, ainda lhes são ausentes pela sua tenra idade e falta de aprendizado. Quem teve essa experiência nunca mais a esquece e ela servirá de rumo para seus valores do futuro.
Com o tempo a passar, a criança vai adquirindo conceitos. Distingue coisas e os nomes que as identificam, bem como pessoas e seus nomes. Daí, para se sentir como diferente e separada de tudo que a rodeia, inclusive pessoas, seu entendimento é mais rápido. Já se distingue como “eu” sendo ela e “você” sendo o outro. Eu sou eu e não sou isto ou aquilo nem aquele. Isto é meu e aquilo é seu. Eu brinco com isto e você brinca com aquilo. Nós brincamos juntos com isto. E assim, aparecem as identificações, interpretações e as comparações. Noções de bonito e feio, certo e errado, agradável e desagradável, e resumindo, são os opostos com os quais conviverá para sempre. Tudo isso entendido e a criança se compreendida como referência para a classificação e distinção das pessoas a sua volta com relação a ela, isso, comprova-lhe já ter adquirido a autoconsciência. Gradual e imperceptível, a autoconsciência aparece na criança sem ela se dar conta, embora mais raro, às vezes ela é súbita e a criança percebe como num despertar de um sonho. Não só se vê no mundo, mas, também como parte da imensidão. Avalia a sua descendência de seus pais, sua ligação íntima e familiar com seus irmãos e a intimidade gradualmente diminuindo entre os parentes, amigos e conhecidos. Tudo percebido pelo pensamento sem palavras, pois, elas como símbolos que são para conceituação ou compreensão intelectual, ainda lhes são ausentes pela sua tenra idade e falta de aprendizado. Quem teve essa experiência nunca mais a esquece e ela servirá de rumo para seus valores do futuro.