Abstração Sempre na Moda
No mundo, a abstração mais popular entre os seres humanos, deriva da palavra Deus. Como conceituá-lo?Alguém escreveu: “Deus é diferente para diferentes homens e para o mesmo homem em ocasiões diferentes”. Não é motivo para alguém se zangar quando ouve dizer que Deus é abstração. Basta provar que não é, conceituando-O de uma maneira irrefutável, igualmente realizável para todos.
Krishnamurti escreveu em seus livros estas frases:
“Nenhum livro nem instrutor pode apontar o desconhecido. Não precisamos depender de ninguém”.
“Percebo, também, que meu problema não é achar Deus porque não sei o que isso significa. Posso ter lido uma infinidade de livros sobre o mesmo assunto, mas esses livros são meramente explicações, palavras, teorias sem realidade alguma para a pessoa que nunca experimentou aquilo que está além da mente. E o intérprete, não importa quem seja ele, é sempre um traidor”.
Muitas outras abstrações são usadas por
muita gente. Os amuletos, por exemplo, deveriam ter nome feminino como “as
muletas” para os aleijados das realidades.
Enfim, neste mundo tão conturbado, viver com a realidade dele, sendo
ela muito cruel para os utópicos do “algum dia virá à
paz entre os homens de boa vontade”, enquanto ela não vem, as abstrações
funcionam como bálsamo. Digamos, de passagem, algumas abstrações
são tão atraentes, tão eloqüentes que nem mesmo um
guru seria capaz de imaginá-las. Comparando abstração e
realidade, qual é a melhor? A primeira é claro! Ela é mais
simpática, mais contagiante. A segunda é desagradável,
é um desmancha prazer e lucro. Ah! Mudando de assunto, meu pai de santo
falou que me fizeram mal através de um despacho e para desfazê-lo
preciso comprar alguns apetrechos para ofertar aos espíritos que vão
me proteger. Depois retornamos.