Criaturas?
E assim caminha a humanidade. Humanos ofendendo, rebaixando humanos pensando assistidos com a anuência de Deus. Quando nos deparamos com um fiel iludido de ser melhor por pertencer àquela religião, sua ilusão tão pueril cega-lhe enxergar o se aproveitar das realizações úteis produzidas pelas criaturas, “as infiéis”.
Não é incomum existir membros de uma mesma família
separados por ideais religiosos. Sabe-se de irmãos que não visitam
irmãos e não se misturam em suas ocasiões importantes,
como numa cerimônia de casamento, por exemplo, só porque, uns não
aprovam a religião dos outros. “Não posso comparecer porque
eu não entro na casa de inimigo”. Esta sentença já
foi proferida por irmãos contra irmãos consangüíneos,
se referindo como sendo a casa do inimigo, o local da cerimônia do casamento,
onde a religião é outra, considerada contrária e até
espúria.
Irmãos de sangue se antipatizando e se inimizando por causa de religião,
ah, ah, ah, ah. Se não fossem tão imbecis, o mundo não
seria tão alegre. Contudo, cada um na sua religião, sabe dela
ser a única perfeita, embora, tantas outras sendo “única”
existam também.
A construção mais bonita que ainda existe é a Torre de
Babel, porém, suas portas estão trancadas para as “criaturas”
por serem ainda seres humanos não conscientes.
Ainda bem! Mas viu, que ninguém fique perturbado ao ler estas coisas
porque quem as escreveu também ainda é uma criatura, então,
indigna de crédito.
Ainda sendo criatura sou um ser muito triste, pensei em suicídio, mas,
tenho um consolo. Nem Deus escapa de errar, coitado, caprichou tanto na criação
dos seus filhos, porém, muitos deles sentindo-se seres humanos normais,
classificaram muitos outros como ainda criaturas e eu sendo uma delas, a culpa
não é minha, foi um erro da Criação. Agora entendo,
aquele comerciante do início, ao convidar um freguês para participar
de algumas reuniões de esclarecimento, esteve tentando salvar uma criatura
de sua condição inferior. Foi bem intencionado.