Conexão Intelectual Autônoma
Numa conversa atenciosa fluem pensamentos correlatos a ela
para auxiliar nossa compreensão da mesma e para acompanhá-la.
Pensamentos diferentes que possam fluir também, não tendo equivalência
com a exigência do momento, rejeitados prontamente são repelidos.
Os pensamentos, com certa naturalidade sempre estão invadindo nossa mente
e se não houvesse uma conexão que “liga” os pensamentos
convenientes ou específicos correspondentes com os fatos ou temas da
conversa, ela seria prejudicada na sua objetividade. Dentre todos os nossos
pensamentos que possam fluir num dado momento, um preferencial deve prevalecer
para a circunstância. Para isso, espontânea e quase sempre instantânea,
a subjetiva e sutil conexão existente entre os pensamentos, separam o
mais adequado e apto para a circunstância. Quando permitimos divagar por
pensamentos alheios diferentes dos exigidos pela circunstância, enfraquecemos
o interesse da interlocução. Daí o precisar mudar de conversa
é indisfarçável e pode desagradar quem a iniciou com a
vontade de discutir sobre um assunto pensado importante para relatar.
Quando ouvimos algo inusitado e nada tendo na memória como referência
para confrontação, a conexão existente entre os nossos
pensamentos não consegue encontrar o que não tem, isto é,
um pensamento para servir como comparação diante do ainda insólito
para tentar entendê-lo. Sendo assim, quem mais tem acumulado registros
mentais na memória, torna mais producente a capacidade da conexão
entre os pensamentos. É mais passivo e receptivo nas conversas sem o
inoportuno interromper igual daqueles ricos em pensamentos tão pobres
que para seus confortos sempre interferem nos assuntos transformando-os em óbvios
e triviais.