Buda
Naqueles dias se acreditava que a libertação só poderia ser alcançada se o indivíduo praticasse um rigoroso ascetismo e ele exageradamente praticou-o de todas as formas. Em vigílias cada vez mais longas e penitências cada vez mais severas, seus esforços sobre-humanos duraram seis anos. Seu corpo foi reduzido a quase apenas pele e osso. Quanto mais se torturou mais sua meta se afastou. As dolorosas austeridades que contra si praticou, comprovaram-se totalmente inúteis. Por experiência, entendeu a futilidade da automortificação que enfraquecera seu corpo. Aproveitando dessa experiência, decidiu seguir um rumo independente, evitando os dois extremos: autogratificação e automortificação. O primeiro retarda a evolução espiritual e o segundo enfraquece o intelecto. O novo rumo que ele descobrira era o “caminho do meio”.
Numa manhã enquanto ele estava absorto numa profunda
meditação, sem ser auxiliado por qualquer poder sobrenatural,
exclusivamente dependendo de seus próprios esforços e de sua sabedoria,
eliminou todas as impurezas e purificou-se. Percebendo as coisas como elas são
realmente, atingiu a iluminação aos trinta e cinco anos de idade.
Desde então, dedicou sua vida a servir a humanidade, sendo assim, bem
sucedido por quarenta e cinco anos e como qualquer ser humano faleceu aos oitenta
anos. Buda, nenhuma insinuação deixou para que fosse considerado
um ser divino imortal, porém, nunca houve um instrutor “tão
sem divindade como o Buda, e, no entanto, tão divino”. Como homem
ele alcançou a iluminação e anunciou ao mundo as possibilidades
latentes do poder no e do homem, para separá-lo do sofrimento. Ao invés
de colocar um Deus Todo-poderoso e invisível acima do homem, controlando
o destino da humanidade e mantendo-a subserviente a seu poder supremo, o Buda
elevou a dignidade do ser humano. Ele ensinou que sozinho o homem pode alcançar
a libertação da prisão de sua ignorância e a purificação
por seu próprio esforço sem depender da pueril mediação
de intermediários, levando-o a se deixar conduzir por um poder transcendente,
portanto... Abstrato.