A Psique Humana – Parte 4
Munidos com duas mentes, uma interior e outra exterior, nós somos seres duais ou, materiais e espirituais. Somos compostos de uma parte física com uma parte psíquica ou vice-versa. Nossa mente interior (o eu subconsciente), embora pouco compreendida, desprezada, nada solicitada e sendo do nosso lado mais relevante, a mente interior, “nosso eu”, é uma extensão, uma continuidade do Grande Todo inerente em nós, e é o nosso eu verdadeiro, denominado de “Semelhante a Deus”.
Inconsciente dela, a mente interior desempenha suas funções para manter a vida no nosso corpo. Todos os nossos órgãos funcionam independentemente de nosso conhecimento e alheios à nossa percepção. A mente interior ou subconsciente pode ser comparável com a inteligência cósmica que realiza a criação, manutenção, movimentação e saturação de todos os corpos existentes no infinito. Infinita em seu poder de realização, a mente cósmica ou divina produz através de sua energia indiscernível, todas as manifestações discerníveis ou não para nós. Essa mesma energia cósmica indiscernível quando circunscrita, restrita como que separada e isolada dentro dos limites do nosso corpo, ela cria e mantém nossa vida num e no “universo em miniatura” que somos. No cósmico a energia é manifesta na multiplicidade de seus efeitos e no homem ela é a sua “mente interior” por dentro de seus efeitos que culminam na sua consciência manifesta como objetiva, subjetiva e subconsciente, constituindo a psique humana.
Por muito tempo, perdurando ainda, o nome ou palavra “alma”
serviu para englobar os outros nomes como: psique humana, corpo psíquico,
corpo espiritual, corpo imaterial, espírito, subconsciente, inconsciente
e etc. Pensava-se e ainda se pensa na alma como sendo um “corpo”
invisível por dentro do corpo físico. O primeiro sendo espiritual
e o segundo sendo material. Embora invisível, a alma retém em
si a mesma imagem do corpo em que está abrigada e também suas
características, como, o caráter e a personalidade da sua individualidade
da e na incorporação. Na morte, o corpo material se desfaz em
seus elementos primários, átomos e elétrons. A alma, “indestrutível”
retorna para algum lugar tido como de sua origem, “mantendo” a personalidade
e inclusive a fisionomia de quando encarnada. Nós vamos continuar com
este tema.