A Psique Humana – Parte 5
A mente exterior que doravante vamos distinguí-la como “consciência exterior”, ela mais está sujeita pela predominância do mundo material. O ser humano vive escravizado sob um encantamento hipnótico proveniente da atração preponderante exercida por este mundo fenomenal. Sendo tão mais solicitada para atender as necessidades ou prazeres do mundo objetivo, material, entre a multiplicidade de sensações oriundas da disponibilidade dele, a consciência exterior sempre mais atuante por ser mais requisitada, ganha mais importância, provocando-nos uma percepção “concreta” dela entre as circunstâncias diárias do nosso existir material.
Habituada a ser a preferência nas exigências do nosso dia-a-dia, para a compreensão das percepções resultantes dos nossos sentidos de recepção, eles sendo a visão, audição, tato, paladar e olfato, a consciência exterior se destaca a assenhorear-se como sendo exclusiva para submeter qualquer fato ou circunstância para a sua apreciação e julgamento. Muito habituada nisso, a consciência exterior torna-se uma “autoridade” para avaliar as realidades da vida, considerando existentes só aquelas para a sua faculdade de constatar como reais, posicionando-se no desdém pela consciência interior, subconsciente, tendo ela uma faculdade diferente para lidar e interagir com as realidades, entretanto, esquecida e desusada, ela pouco interfere com a atuação da consciência exterior que vive na prioridade de ser toda conclusiva.
Cerebral, a consciência exterior é um todo acumulado
de nossas experiências vividas, instrução, profissão,
história, leitura, religião e etc. Ela é o nosso condicionamento
adquirido desde a infância. É com o nosso condicionamento que avaliamos
e compreendemos ou não, as informações que nos chegam.
Toda nova informação ao chegar, automaticamente e antes de nossa
percepção, ela desperta e retira do registro da nossa memória,
outra ou outras informações que lhe tenham alguma relação.
É no confronto e associação entre as novas informações
que chegam com as já existentes na memória, que, o nosso “mecanismo”
de compreensão começa a funcionar e entender as novas informações.
Quando não temos nenhuma informação na memória para
poder ter alguma relação e associação com uma informação
nova, não podemos entendê-la de imediato. Primeiro precisamos aprender
ou conhecer a novidade que ela é para nós, isto é, conceituá-la.
Conceituando-a, a nova informação passa a existir onde ainda não
existia, no arquivo da memória para futura associação com
outra nova informação que tenha alguma relação com
ela.