A Psique Humana – Parte 9
Retornando ao tema em questão, cerca de trinta anos passados, um estudioso de misticismo viveu uma experiência psíquica surpreendente. Com insistência desejou muito um acontecimento inusitado para comprovar alguma teoria inserida nos ensinamentos que havia adquirido. Naquele “querer é poder”, numa noite ele atraiu para si o acontecimento de uma experiência desejada. Qualquer que fosse lhe era indiferente.Importava-lhe mais comprovar a veracidade de outros fatos existentes e separados das realidades concretas de suas percepções conscientes. Sua experiência psíquica com um início agradável teve um fim terrível, porém, sentiu alegria ter-lhe acontecido e ser-lhe comprobatória, assim como queria.
Pertencente a uma Fraternidade Mística e Filosófica, numa carta dirigida a ela o estudioso expôs sua experiência solicitando alguma explicação sobre ela. Respondendo a ele e dentre algumas explicações possíveis para a experiência, uma delas insinuava uma plausível projeção da própria mente, isto é, a experiência pode ter sido originada interiormente e a mente projetou-a para fora se fazendo “visível”.
“Projeção da mente?” Pensou o rapaz “Como poderia ter sido isso se logo acordado me certifiquei estar bem consciente quando vi aquelas cenas. Como poderiam ter sido originadas na minha mente se nem estava pensando nelas antes de acordar para vê-las?” Naquela ocasião ele não sabia o que vinha a ser uma projeção da mente. A mente às vezes prepara alguns “truques” e eles podem nos enganar fazendo-nos pensar ser real alguma imagem ou alguém que vemos sem eles existirem de fato. Alguns alcoólatras vêem bichos horríveis e, no entanto só existem para eles.
No circular de uma fita contendo fotografias sucessivas entre
os componentes de um projetor de filmes, ao passar pela sua lente de ampliação,
as imagens são projetadas numa tela. O aparelho projeta as “imagens”
contidas nas fotografias e não as próprias que, não saem
dele e continuam circulando por ele. Na tela de cinema, vemos cenas que se desenrolam,
parecendo mesmo originadas na tela onde as estamos vendo e concentrados no filme
esquecemos da existência do projetor. Isto ilustra alguma semelhança
com a “teoria” da projeção da mente. Não é
tão rara como se imagina, a ilusão de “ver” do lado
de fora algo que está por dentro, que, talvez, deslocado do subconsciente,
seus estímulos surtam algum efeito nos órgãos internos
da visão e o cérebro iludido os traduz e os reproduz como sendo
externos vistos pelos olhos. Ainda estamos no “talvez” porque, é
óbvia a nossa ignorância sobre os efeitos subliminares.Aquela máxima
“ver para crer” é para quem crê no que vê, independente
de outros que não possam ver o mesmo.