A Psique Humana – Parte 13
A mesmice implantada como condicionamento das massas, facilita muito qualquer generalização de comportamento. Neste mês de maio passado, assistimos uma psicose coletiva que abalou a maior cidade brasileira, São Paulo. A causa da psicose foi o famigerado ataque dos bandidos contra as instituições de segurança pública. O povo com o medo aumentado pelas notícias divulgadas pela mídia, a qual, tem muita influencia psicológica sobre ele, “enfiou a viola no saco” e se escondeu. Com isso a cidade mais populosa se transformou numa cidade fantasma. Nem foi um “Deus nos acuda” porque ninguém se lembrou dele e o povo diante do perigo, para se safar, escolheu a alternativa de fugir como sendo prática infalível da realidade autêntica que, muitas vezes é preterida pela “realidade da providência”. Os carros com as inscrições, “Deus nos salva” ou “Sou protegido por Jesus” também não circularam nas horas de pavor. Ficou escancarada a única verdade funcional em que o povo pode se apoiar, aquela que está em poder dele mesmo e a que ele usou.
Um lembrete! Parabéns aos mais evoluídos que
num pleito passado deram seus votos em favor do desarmamento da população.
Tentaram o impedimento da “vergonha”, da “desonra” do
esboçar reação do povo, para pelo menos em seu lar, proteger
suas vidas quando colocadas em perigo por algozes, os privilegiados armados.
Mas, o pleito foi desnecessário porque, nada existe a temer do nosso
povo que vive do agrado das notícias sobre o rombo do seu erário,
praticado por alguns de seus representantes eleitos e depois gosta de acompanhar
o final feliz da novela em que eles, os “mocinhos”, terminam sendo
mais bonzinhos para o próximo escrutínio. Entretanto, neste mês
de junho temos o poder psicológico internacional da Copa do Mundo de
Futebol. Nenhuma religião consegue criar uma corrente tão poderosa
para o amainar das desavenças entre o povo, os políticos e os
bandidos. Todos mentalmente se unem no mesmo objetivo e assim todos poderão
ser felizes neste mês, até para o congraçamento mútuo
e irrestrito nesta pausa dos envolvidos em contendas humanas. Embora desapareça
como sorvete, Kibon para nós o quatriênio da Copa do Mundo de Futebol.