A Psique Humana – Parte 16
“O campo amplo e vasto do inconsciente, não alcançado
pela crítica e pelo controle da consciência, acha-se aberto e desprotegido
para receber todas as influências e infecções psíquicas
possíveis”. (C. G. Jung 1875 – 1961). Isto de Jung tem a
ver com o massacre psicológico que o homem mediano sofre diariamente.
No nosso entender, as infecções psíquicas são a
maioria das divulgações que, nada têm de útil, e,
pior, não fazem parte e nada acrescentam para nossas vidas. Esse bombardeamento
diário de trivialidades e de “informações”
a que o homem está exposto, só serve para distraí-lo, esquecer-se
de si e ser uma curiosidade ambulante, viciado por notícias e novidades
diárias, vivendo nelas e por elas, como se elas fossem ele e ele sendo
elas. O homem tornou-se um emaranhado do que ele não é. Deposto
de sua individualidade, de sua integridade, hoje é comum ele reclamar
da falta de significado da vida. Muitas pessoas sentem-se desiludidas porque,
seus anteriores “contos de fada”, isto é, suas ilusões
e seus anseios de felicidade foram derrotados pela realidade da existência,
a única de onde ninguém escapa. Talvez por isso, o autor consagrado
Ivan Karamazov, devolveu para Deus o seu bilhete de ingresso na vida. Ele sofreu
porque o universo real é cruel para o universo imaginário ou universo
desejado. Parece que ele não conseguiu encontrar um significado ou um
objetivo para a vida. Entretanto, para a maioria que vive sem qualquer objetivo,
isso, já é um significado de vida para ela. Sua rotina do nada
ser é apenas para ser o esperar por qualquer acontecer, pois, por si
mesma, a maioria nada faz acontecer e só se faz entreter com o que uma
minoria faz acontecer.