Vacina de DNA contra esclerose passa por 1° teste
Após injeção, pacientes de doença degenerativa tiveram melhora.
O primeiro teste em seres humanos de uma vacina baseada em DNA para combater a esclerose múltipla foi considerado um sucesso por médicos americanos.
A vacina funciona refreando a ação do sistema imunológico, que se torna hiperativo nas pessoas que tem a doença. Um pequeno grupo de células imunológicas começa a atacar o revestimentos de mielina que envolve o sistema nervoso central. Essa cobertura ajuda a garantir que os sinais enviados ao longo dos nervos viajem rapidamente.
Os médicos chefiados por Amit Bar-Or do Instituto de Neurologia de Montreal, no Canadá, desenvolveram uma vacina que contém filamentos de DNA produtores de mielina. No estudo, 30 pacientes receberam injeção nos músculos.
O objetivo principal foi testar a segurança da vacina, a primeira a ser administrada em seres humanos para tratar uma doença auto-imune como a esclerose múltipla. Os efeitos colaterais tiveram duração breve e foram considerados moderados, segundo relatório publicado na revista especializada Archives of Neurology.
Entre outras verificações, os pacientes foram submetidos a escaneamento do cérebro por ressonância magnética para examinar os danos causados pela doença. Á medida que a esclerose se múltipla progride, produza lesões que podem ser contadas e dimensionadas. No experimento, os pesquisadores viram o número de lesões cair até 64%. O tamanho das lesões também diminuiu, até 83%.
Os pesquisadores ficaram empolgados, mais pediram cautela. "Demonstramos nesse primeiro este o método é seguro e bem tolerado", escreveram. A equipe de pesquisadores começou agora uma experiência de maiores proporções: 12 meses de duração e 290 pacientes envolvidos.
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa que atinge de 10 a 80 de cada 100 mil habitantes, dependendo da região do planeta.
Uma vacina de DNA para combater a tuberculose está sendo desenvolvida no Brasil. Até o momento, não existe prevenção eficaz contra a doença, que mata 2 milhões de pessoas a cada ano no mundo.
Vacinas gênicas são produzidas com um pedaço do DNA do agente causador da doença, manipulado em laboratório. Criam condições para que as células da pessoa combatam a doença e são mais seguradas que vacinas tradicionais.