Chegadas e partidas …
Chegadas e partidas …
E mais uma vez eu tive que dizer adeus!
Que gosto amargo tem o sentimento que vem junto com essa palavra, que traz aquele aperto no peito, e o inevitável medo que tenha sido o derradeiro abraço, nessa vida por vezes tão sofrida .Aquela estranha dor na garganta que segura o grito e o choro que preciso prender até que eles que agora partem, não possam mais ver… então as lágrimas descem pelo meu rosto de uma forma que por muito tempo eu não vou conseguir reter!
Não criamos filhos para nós, eles são do mundo, e os meus então, estão em várias partes desse mundão de meu Deus.
Mas mesmo sabendo disso, a despedida machuca … a casa de repente vazia, cheio de ecos, que agora substituem os sons das falas, das risada e da eterna brincadeira de “irritar”a mãe, a avó e bisavó que vos fala.
Num suspiro discreto enquanto sentada na cozinha tomo uma xícara de chá, penso que essa é a dor de quando nossos filhos crescem e voam e mesmo que tenha sido para isso que os preparei, gostaria de ir junto num cantinho da mala, para ter certeza que estaria por perto sempre que eles precisassem…
Mas, eles agora tem suas próprias escolhas, decisões, acertos e tropeços e nós só podemos mandar-lhes pensamentos de boas energias, orar para que trilhem os melhores caminhos e esperar até a próxima volta…
Essa dor é silenciosa, profunda e contida dentro da alma.
Mas, ela passará e no seu lugar virá a esperança que acalenta e acalma, transformando o sofrimento em saudade.
Pra vcs meus filhos e netos que mais uma vez partiram…
Até um dia !
Que seja breve.
Selma.