A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
Feriado de 9 de julho: entenda por que cidade do interior de SP é símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932
Cidade de Cruzeiro (SP), a 228 km da capital, foi palco de intensos confrontos durante a Revolução Constitucionalista de 1932; cerca de 250 pessoas morreram no Túnel da Mantiqueira, onde ainda há vestígios do conflito.
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Soldados da Revolução de 32 no Túnel da Mantiqueira, em Cruzeiro, SP — Foto: Arquivo pessoal
Celebrado nesta quarta-feira (9), o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 completa 93 anos. O confronto foi marcado por batalhas sangrentas, que terminaram com a morte de mais de 900 pessoas.
Um dos principais palcos desse embate foi a cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo, que fica a 228 km da capital paulista e que tem pouco mais de 74,9 mil habitantes.
A Revolução Constitucionalista foi um movimento armado liderado pelo estado de São Paulo, que defendia uma nova Constituição para o Brasil e era contra o autoritarismo do Governo Provisório de Getúlio Vargas.

Cruzeiro foi palco de batalhas na Revolução Constitucionalista de 1932
No município de Cruzeiro, cerca de 250 pessoas morreram – a maior parte delas em um cenário: o Túnel da Mantiqueira, que faz ligação entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, através das cidades de Cruzeiro e Passa Quatro (MG).
No Túnel, embates entre as tropas paulistas e as forças federais causaram um banho de sangue. Até hoje, ainda é possível encontrar resquícios da Revolução, como cápsulas.
Oficialmente, morreram 943 pessoas na Revolução Constitucionalista de 1932. Os conflitos começaram em 9 de julho - feriado estadual em São Paulo - e foram encerrados em 2 de outubro, quando as tropas constitucionalistas se renderam.
Foi em Cruzeiro também que aconteceu a assinatura da rendição militar do Exército Constitucionalista perante o Exército Federal. Em 2008, uma lei reconheceu a cidade como Capital Estadual da Revolução Constitucionalista.
A ferrovia histórica, inclusive, voltou a operar no último sábado (5), após três décadas desativada.
Tanto o trilho quanto as estações foram revitalizadas por meio de uma parceria entre a prefeitura da cidade e a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), que é responsável pela operação e pelos custos.
O trem sai da Estação Ferroviária Central de Cruzeiro e percorre seis quilômetros - passando por paisagens e um túnel da região -, até chegar à estação Rufino de Almeida.