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MARÇO LILÁS CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

geral Fonte: JAS

Março lilás: mês de conscientização e prevenção do câncer de colo do útero

Campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença, que pode ser evitada com informação e cuidados básicos

 

Fonte: Dra. Adriana Bittencourt CampanerGinecologistaPublicado em 25/02/2026, às 15:32 Compartilhe

Março lilás é um movimento que acontece todos os anos dedicado à conscientização sobre o câncer de colo do útero, o terceiro tipo de tumor mais incidente entre as mulheres e uma das principais causas de morte delas no Brasil e no mundo.

Dados do Ministério da Saúde estimam que serão diagnosticados até 19.310 novos casos da doença em cada ano no triênio 2026- 2028 e indicam que cerca de seis mil brasileiras morrem todos os anos em decorrência da doença.

nesse sentido, a campanha busca informar a população sobre os riscos, métodos de prevenção e a importância do diagnóstico precoce por meio de ações educativas e de mobilização. Continue a leitura para saber mais sobre a doença e como é possível se prevenir.

Neste artigo, você vai ler:

O que é março lilás?

  • março lilás é uma campanha de conscientização criada pelo Ministério da Saúde brasileiro para alertar sobre o câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical.

A iniciativa tem como objetivo conscientizar e chamar a atenção da população para fatores de risco, métodos de prevenção e a importância do diagnóstico precoce da doença.

A campanha é apoiada pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (Movimento TJCC), uma coalizão com mais de 200 organizações da oncologia no país.

Entre as iniciativas da campanha temos a realização de ações educativas, palestras, distribuição de materiais informativos e mutirões para a realização de exames preventivos, como o Papanicolau.

Como surgiu o março lilás?

  • março lilás surgiu como parte de uma estratégia de saúde pública do Ministério da Saúde brasileiro para ampliar a informação sobre o câncer de colo do útero.
  • campanha ganhou força com o apoio de instituições de saúde e organizações não governamentais, que reforçam ano a ano a necessidade das medidas preventivas para reduzir a incidência da doença no país.

A escolha do mês de março (mesmo mês do Dia Internacional da Mulher) e a cor lilás são formas homenagear e lembrar a importância do cuidado com a saúde da mulher.

Como prevenir o câncer de colo do útero?

A prevenção do câncer de colo do útero pode ser feita por meio da adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais medidas, estão:

  • Uso de preservativos durante as relações sexuais;
  • Vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano), que pode causar lesões precursoras de tumores (veja mais detalhes abaixo);
  • Evitar o tabagismo, que aumenta o risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer.

Além disso, é fundamental que as mulheres mantenham uma rotina de acompanhamento ginecológico, especialmente a partir dos 25 anos, quando o risco de desenvolvimento do câncer cervical começa a aparecer com mais frequência.

Vacina HPV

A vacina contra o HPV é a medida mais eficaz para evitar a infecção por este vírus. Recentemente, o Ministério da Saúde atualizou o esquema vacinal no Brasil para dose única. Ela está disponível gratuitamente no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos.

O governo também realiza campanhas de resgate temporárias para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade correta. Para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos (até 45 anos) – imunossuprimidos, o esquema continua sendo de três doses (0-2- 6 meses).

Já na rede privada, é possível encontrar a vacina nonavalente, a versão que protege contra nove tipos do vírus (enquanto a do SUS protege contra quatro).

Exames de rotina

muita gente usa o termo “exames preventivos”, vale esclarecer que eles não previnem o câncer de colo de útero: eles ajudam a rastrear lesões ou alterações pré-cancerosas em seus estágios iniciais, permitindo iniciar o tratamento precocemente e aumentando as chances de sucesso na cura da doença.

eles atualmente são chamados de exames de rastreio ou de rotina e devem ser feitos de forma periódica. Os principais exames que devem ser feitos são o Papanicolau, que coleta células da região para análise em laboratório e/ou teste de DNA do HPV (se o vírus estiver presente, a paciente deve ser avaliada, pois apresenta risco de desenvolvimento de lesões).

  1. orientação do Ministério da Saúde é que o Papanicolau ou teste de HPV sejam realizados pelas mulheres de 25 a 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual.

Nas duas primeiras vezes, o exame de papanicolaou deve ser feito anualmente; se não houver alterações, a frequência pode ser reduzida para três anos – mas isso pode variar. É importante seguir sempre a orientação do seu médico quanto a frequência da realização dos seus exames.

Vale dizer que, recentemente, o Ministério da Saúde iniciou a implantação gradual do teste de DNA HPV no SUS. A tecnologia, que começou a ser ofertada em 2025 em estados selecionados, substitui o Papanicolau como exame de rastreio primário na rede pública.

Por ser mais preciso na detecção do vírus, o teste molecular permite que o intervalo entre os exames preventivos aumente para cinco anos caso o resultado seja negativo, trazendo mais conforto para a mulher.

Além desses exames, outros também estão inclusos na rotina de rastreio da mulher, tais como:

  • Mamografia: exame que detecta nódulos, cistos, calcificações ou tumores nas mamas.
  • Ultrassom: exame de imagem que pode ser pélvico, transvaginal ou das mamas.
  • Exames de sangue: incluindo hemograma, glicemia, colesterol e hormônio estimulante da tireoide (TSH), entre outros.
  • Densitometria óssea: exame que avalia a saúde dos ossos, indicado principalmente em mulheres na pós-menopausa.
  • Eletrocardiograma: exame que verifica problemas na atividade do coração.
  • Colonoscopia: exame de rastreamento de tumores colorretais.
  • Sorologia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs): que podem incluir gonorreia, clamídia, HIV, hepatites e sífilis, entre outras doenças.
  • Exames histopatológico e de biologia molecular: além do Papanicolau, estes são os exames que detectam o HPV no organismo.

No entanto, deve-se lembrar que nem todas as pacientes devem realizar todos estes exames listados, sendo que a faixa etária e a avaliação clínica feita pelo médico ditarão qual(ais) o(s) exame(s) necessário(os).

Check Up feminino

Recomendado para mulheres de 35 a 59 anos.

  • Hemograma completo
  • Hemoglobina Glicada
  • Colesterol Total
  • Colesterol HDL
  • Colesterol LDL
  • Colesterol VLDL
  • Triglicérides
  • TGO / TGP / TSH
  • Creatinina
  • Ferritina

Check up Melhor Idade Feminino

Recomendado para mulheres acima de 60 anos.

  • Hemograma completo
  • Hemoglobina Glicada
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  • Colesterol LDL
  • Colesterol VLDL
  • Triglicérides
  • TGO / TGP / TSH
  • Creatinina
  • B12 Sérica
  • Dosagem de 250H Vitamina D

 

Câncer do colo de útero: como fazer o diagnóstico precoce?

 

a principal forma de diagnosticar alterações que possam indicar lesões pré-cancerosas ou o câncer de colo de útero é por meio da realização do Papanicolau e/ou teste do DNA do HPV, considerados simples, rápidos e indolores.

Para obter mais informações sobre onde realizar exames, consultar preços e localizar o laboratório mais próximo da sua região, basta acessar nossa plataforma de agendamentos online.

Quais são os sintomas de câncer no colo do útero?

Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero pode não apresentar sintomas evidentes. No entanto, à medida que a doença avança, alguns sinais podem surgir, como:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento durante ou após a relação sexual;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Corrimento vaginal com odor forte;
  • Dor pélvica ou nas costas (na região da lombar);
  • Perda de peso sem causa aparente.

A presença desses sintomas não significa necessariamente a existência do câncer, mas é um alerta para buscar avaliação médica.

Quais são os tipos de câncer de colo de útero?

O câncer de colo do útero pode ser classificado em diferentes tipos, dependendo do tipo de células afetadas. Os mais comuns são:

  • Carcinoma de células escamosas (ou carcinoma epidermoide): responsável por cerca de 80% dos casos, surge nas células que revestem a parte externa do colo do útero, isto é, as células escamosas;
  • Adenocarcinoma: menos frequente, tem origem nas células glandulares da parte interna do colo;
  • Carcinoma adenoescamoso: uma combinação rara dos dois tipos anteriores.

Câncer do colo de útero: como é feito o tratamento?

Vale ressaltar que o tratamento do pré-câncer é bem mais fácil e consiste em: acompanhamento rigoroso da paciente; ou, quando necessário, na realização de cirurgia para retirada da lesão. Esse tipo de terapia evita o desenvolvimento do câncer.

Já o tratamento do câncer de colo do útero depende do estágio da doença, do tipo de tumor e das condições de saúde da paciente. Em todos os cenários, o acompanhamento médico é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento para cada caso e garantir a qualidade de vida da paciente.

A primeira opção de tratamento é a cirurgia para remover o tumor ou a lesão. Na maioria dos casos, é necessária a remoção do útero inteiro.

Depois, o médico especialista pode avaliar ou não a necessidade de realizar radioterapia ou quimioterapia para combater as células cancerosas, caso ainda estejam presentes no organismo ou se espalhado para outros tecidos e órgãos.

Em algumas situações, quando o tumor está muito volumoso, não há mais possibilidade de realizar cirurgia e a paciente será encaminhada para radioterapia associada a quimioterapia.

Vacina HPV e exames: preço e onde agendar

Para consultar valores, verificar a disponibilidade da vacina HPV Nonavalente ou agendar seus exames preventivos (como o Papanicolau e a Captura Híbrida/DNA HPV), basta acessar a nossa plataforma digital Nav Dasa.